O Goldman Sachs revisou suas recomendações para ações do setor de petróleo, destacando cautela devido à perspectiva incerta para os preços do commodity. O banco rebaixou a PRIO (PRIO3) para “neutro” e a Brava Energia (BRAV3) para “venda”, citando riscos de atrasos nos projetos da PRIO e a sensibilidade da Brava a preços mais baixos do petróleo. Em contrapartida, manteve a recomendação de “compra” para Petrobras (PETR3;PETR4) e Vista Energy, destacando seu potencial de dividendos atrativos e crescimento em 2025.
O relatório aponta que os riscos para os preços do petróleo no médio prazo estão inclinados para o lado negativo, devido à capacidade ociosa e possíveis impactos na demanda. No caso da PRIO, a incerteza sobre licenças ambientais e o cronograma do campo de Wahoo pesam sobre a ação, enquanto a Brava enfrenta desafios em seu fluxo de caixa e perspectivas de crescimento limitado. O banco também reforçou sua preferência por utilities brasileiras, como Sabesp (SBSP3) e Equatorial (EQTL3), por serem menos expostas à volatilidade das commodities.
Para PetroReconcavo (RECV3), a recomendação permanece “neutra”, com destaque para dividendos sólidos, mas pouca visibilidade de crescimento. O Goldman Sachs mantém um cenário seletivo para o setor, priorizando empresas com menor risco operacional e maior resiliência em um ambiente de preços voláteis. O banco projeta que os próximos gatilhos para reavaliação das ações dependerão do avanço de projetos-chave e do comportamento do mercado de petróleo nos próximos meses.