A raça Índio Gigante, encontrada em pequenas propriedades pelo Brasil, chama a atenção pelo tamanho excepcional de seus galos, que podem medir entre 1,05 metro e impressionantes 1,31 metro. Galinhas também podem ultrapassar 1,05 metro, segundo publicações especializadas. A demanda por essas aves, tanto para reprodução quanto como ornamentais, eleva seus preços: um galo foi vendido por R$ 154 mil em leilão, enquanto ovos férteis alcançam valores altíssimos. O crescimento rápido da espécie—chegando a 3 quilos em 130 dias—e sua docilidade contrastam com a imponência, tornando-as populares entre criadores.
Além do porte, as penas coloridas e variadas fazem da Índio Gigante uma ave ornamental em muitas propriedades. Elas botam de 80 a 100 ovos por ano, com cores que vão do marrom ao azul e verde, embora o tamanho dos ovos seja semelhante ao das galinhas comuns. A expectativa de vida varia de 6 a 12 anos, dependendo dos cuidados, superando um pouco a média de raças comuns. A raça surgiu de cruzamentos entre variedades como Shamo, Malaio e galinhas caipiras, resultando nos exemplares gigantes conhecidos hoje.
Apesar do tamanho impressionante, a Índio Gigante não é voltada para rinhas, sendo descrita como dócil pelos criadores. Pertencendo à família Phasianidae, mesma de outras galinhas, a raça combina características únicas—como crescimento acelerado e beleza—com a versatilidade de uso, seja para reprodução, ornamentação ou até abate. Seu valor comercial e exotismo continuam a atrair interesse, consolidando-a como uma das raças mais fascinantes do mundo avícola.