Um tenente-general reformado, indicado para chefiar o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, afirmou em audiência no Senado que, se confirmado, atuará como líder imparcial. Suas declarações buscaram acalmar preocupações sobre a possível politização das Forças Armadas, após demissões recentes de altos comandantes militares. O oficial destacou seu compromisso com a Constituição e a tradição de neutralidade, prometendo “falar a verdade ao poder” e evitar qualquer influência política.
Durante o testemunho, ele rebateu alegações de que teria usado simbologia partidária em encontros com autoridades, afirmando que nunca misturou sua carreira militar com propaganda política. A nomeação ocorre em um contexto de críticas de legisladores, que acusam a atual administração de privilegiar lealdade ao presidente em vez de mérito técnico. O general reforçou que sua prioridade será manter a integridade e a independência das Forças Armadas.
A audiência reflete a tensão entre o governo e o Congresso sobre o papel dos militares na política americana. Enquanto alguns veem as mudanças no alto escalão como uma tentativa de alinhar os comandantes à agenda presidencial, outros defendem que as nomeações seguem critérios profissionais. O discurso do general buscou equilibrar essas preocupações, reiterando que sua conduta será guiada pelo juramento à Constituição e não por interesses partidários.