Uma ex-membro do gabinete britânico alertou sobre a necessidade de acabar com o sistema desigual que trata vítimas de assédio sexual ou má conduta no ambiente de trabalho de forma diferente, dependendo de sua posição profissional. Ela destacou que acordos de confidencialidade (NDAs) são frequentemente usados de maneira inadequada por empregadores para silenciar funcionários de baixa renda, especialmente nos setores de serviços, varejo e hospitalidade. Esses trabalhadores, muitas vezes em empregos inseguros, não têm recursos ou confiança para contestar as práticas abusivas na justiça.
Text: A ex-ministra dos transportes do Reino Unido pediu que parlamentares olhem além dos casos de alto perfil vinculados ao movimento MeToo e defendam os direitos desses profissionais menos privilegiados. Ela argumentou que a atual estrutura permite que empregadores imponham NDAs de forma coercitiva, criando uma barreira para que vítimas busquem justiça. A preocupação central é garantir que todos, independentemente de sua posição ou renda, tenham acesso a mecanismos justos de denúncia e reparação.
Text: A proposta busca equilibrar as relações de poder no ambiente de trabalho, coibindo o uso abusivo de acordos de confidencialidade e promovendo maior transparência. A discussão reflete um esforço mais amplo para proteger trabalhadores vulneráveis e garantir que casos de assédio e má conduta sejam tratados com a seriedade que merecem, sem distinção de classe ou setor profissional.