A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito da China em moeda estrangeira de longo prazo de ‘A+’ para ‘A’, citando o aumento do déficit público e a trajetória ascendente da dívida governamental. O relatório projeta que o PIB chinês crescerá 4,4% em 2025, abaixo dos 5,0% registrados em 2024, com pressões decorrentes de tarifas comerciais mais altas e uma desaceleração global. O déficit fiscal deve subir para 8,4% do PIB no próximo ano, enquanto a relação dívida/PIB pode atingir 74,2% em 2026, superando a mediana dos países com classificação similar.
A Fitch destaca que os estímulos fiscais para impulsionar o crescimento, em meio a demanda doméstica fraca e pressões deflacionárias, devem manter os déficits elevados nos próximos anos. Apesar disso, fatores como a baixa exposição a dívida em moeda estrangeira e alta poupança doméstica ajudam a mitigar os riscos. A agência também ressalta que a transição da economia chinesa para setores de manufatura avançada e consumo pode fortalecer as perspectivas de médio prazo, possibilitando uma estabilização da dívida no longo prazo.
Embora os recentes anúncios de tarifas recíprocas entre China, EUA e UE ainda não tenham sido totalmente incorporados às projeções, a Fitch afirma que o atual rating tem margem para absorver impactos econômicos e fiscais. A agência mantém perspectiva estável para a classificação, equilibrando os desafios fiscais com os pontos fortes da economia chinesa, como seu tamanho, diversificação e papel central no comércio global.