A Prefeitura de Goiânia mantém a fiscalização rigorosa contra vendedores ambulantes na região da 44, resultando no fechamento da Feira da Madrugada e na dispersão dos trabalhadores informais. Os ambulantes, liderados por Ana Paula Barbosa de Oliveira, alegam que a medida impede seu sustento e criticam a falta de diálogo para uma solução negociada, como a proposta de pagamento de taxas similares às de outras cidades. Enquanto isso, a administração municipal defende a ação, citando o cumprimento do Código de Posturas e a oferta de alternativas, como realocação para a Feira Hippie ou galerias comerciais com desconto progressivo no aluguel.
Text: Lojistas da região apoiam a fiscalização, argumentando que os ambulantes criam concorrência desleal, já que não arcam com custos como aluguel e condomínio. Por outro lado, os camelôs afirmam que as opções oferecidas pela prefeitura, como a Feira Hippie, não atendem às suas necessidades, destacando a falta de comunicação sobre o “aluguel social” e a inviabilidade de trabalhar em locais com menor movimento. Manifestações diárias e o apoio de políticos de diferentes espectros têm marcado o conflito, com protestos planejados para pressionar a Câmara Municipal.
Text: A prefeitura reitera que a ação visa garantir ordem urbana, acessibilidade e segurança, enquanto os ambulantes buscam a regulamentação de sua atividade. Propostas como a instalação de uma Casa do Empreendedor, em parceria com o Sebrae, são apresentadas como soluções de longo prazo, mas a falta de consenso mantém a tensão. O impasse reflete desafios mais amplos na gestão do espaço público e na integração de trabalhadores informais à economia formal.