Festivais como Lollapalooza, The Town e Rock in Rio têm histórico recorrente de lama, especialmente após chuvas. O problema, que já rendeu até apelidos como “Lamapalooza”, não é exclusivo de um único evento. Locais como o Autódromo de Interlagos, o Jockey Club e o Parque Olímpico do Rio são propensos a alagamentos, mas a intensidade da lama varia conforme a geomorfologia do terreno e as intervenções feitas pelos organizadores. Medidas como brita, tapumes e projetos de drenagem ajudam a reduzir o impacto, mas eliminar completamente a lama é difícil devido ao movimento do público e às condições climáticas.
O clima é um fator decisivo, mas imprevisível, especialmente com as mudanças climáticas causando chuvas fora de época. Apesar dos transtornos, a lama acabou se tornando parte da identidade desses eventos. Em 2015, o Rock in Rio vendeu até “souvenirs” com lama de edições passadas, e um tênis gigante sujo de lama virou ponto de selfie em 2022. A sujeira, que remonta ao icônico Woodstock de 1969, acabou sendo incorporada ao imaginário dos festivais como símbolo de experiência e descontração.
Para quem quer evitar danos aos calçados, especialistas recomendam limpeza imediata com água morna, sabão neutro e bicarbonato de sódio, evitando produtos agressivos como água sanitária. A lama, embora incômoda para alguns, segue como uma marca registrada dos festivais, misturando desafios logísticos com um certo charme nostálgico.