A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar um possível vazamento de informações relacionadas ao caso da “Abin paralela”, que investiga a existência de uma estrutura ilegal dentro da Agência Brasileira de Inteligência. Segundo as apurações, servidores teriam usado ferramentas da agência para ações ilícitas em governos anteriores. O caso ganhou destaque após a revelação de que um servidor depôs sobre uma suposta operação hacker contra o governo do Paraguai durante um mandato anterior, utilizando um programa de invasão de computadores para obter dados sobre negociações da Usina de Itaipu.
Os depoimentos indicam que os ataques teriam sido realizados a partir do Chile e do Panamá, com o uso de usuários virtuais nesses países. Autoridades da PF afirmam que é necessário esclarecer se o atual diretor da Abin tinha conhecimento ou consentiu com a operação. A agência ainda não se manifestou sobre o caso, enquanto o Itamaraty negou qualquer envolvimento do governo atual em ações de inteligência contra o Paraguai, reafirmando o compromisso com relações diplomáticas transparentes.
O governo destacou que a operação em questão foi autorizada em 2022, mas cancelada em março de 2023, quando a atual gestão assumiu. O Ministério das Relações Exteriores reforçou que o Brasil mantém laços históricos com o Paraguai e desmentiu qualquer participação em atividades ilegais. O inquérito segue em andamento para esclarecer os detalhes do possível vazamento e as circunstâncias das ações atribuídas à Abin.