Um juiz federal encerrou o caso de corrupção envolvendo o prefeito de Nova York nesta quarta-feira, criticando a justificativa do Departamento de Justiça para arquivar as acusações. O magistrado destacou que o processo foi descartado “com preconceito”, impedindo que as acusações fossem reabertas no futuro, e expressou preocupação com a possível influência de concessões políticas na decisão. O prefeito, por sua vez, comemorou a decisão, afirmando que sempre agiu em nome dos cidadãos e negando qualquer irregularidade.
O caso, que abalou a prefeitura e o Departamento de Justiça, acusava o prefeito de aceitar contribuições ilegais de campanha e benefícios em troca de favores políticos. A decisão de encerrar o processo ocorreu após mudanças na liderança do Departamento de Justiça, com alguns promotores renunciando em protesto contra o que consideraram uma interferência política. O juiz ressaltou que arquivar o caso sem possibilidade de reabertura evitava a percepção de que o prefeito estaria sob pressão para alinhar suas políticas às prioridades do governo federal.
A disputa jurídica ocorre meses antes das primárias democratas que definirão o próximo prefeito de Nova York. O atual prefeito enfrenta desafios de adversários que questionam sua independência política, enquanto ele insiste que seu compromisso é exclusivamente com os nova-iorquinos. O caso levantou debates sobre a interseção entre justiça e política, com críticos argumentando que o arquivamento mina a credibilidade das instituições.