A Polícia Federal indiciou um ex-assessor de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por violação de sigilo funcional, causando dano à administração pública. O inquérito, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o ex-funcionário teria divulgado propositalmente diálogos internos do ministro com servidores do TSE e do STF. Segundo a investigação, as informações vazadas foram obtidas durante seu trabalho em um setor de combate à desinformação, onde ocupava cargo de confiança.
O relatório da PF, com 21 páginas, reuniu evidências de que o vazamento teve como objetivo prejudicar a imagem do ministro e interferir em investigações sobre organizações criminosas. Agora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisará o caso para decidir se apresentará denúncia formal, solicitará mais diligências ou arquivará o processo. A defesa do indiciado ainda não se manifestou publicamente.
O caso ganhou repercussão após uma reportagem revelar que o gabinete do ministro teria solicitado relatórios não oficiais ao TSE durante as eleições de 2022. Em nota, o gabinete afirmou que todas as requisições foram regulares e documentadas nos autos do STF, com participação da PGR. O ex-assessor havia deixado o cargo anteriormente, após ser preso em um caso de violência doméstica não relacionado ao vazamento.