Um perito bioquímico afirmou que Diego Maradona não tinha álcool ou drogas de abuso no sangue no momento de sua morte, em novembro de 2020, apesar de seu histórico de consumo. As análises toxicológicas descartaram a presença de substâncias como cocaína, maconha e anfetaminas, mas detectaram medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e outros remédios controlados. A causa do falecimento foi atribuída a um edema pulmonar decorrente de insuficiência cardíaca, enquanto o ex-jogador estava em recuperação pós-cirúrgica em sua residência.
Durante o julgamento de sete profissionais de saúde, um médico que acompanhou Maradona por décadas declarou que a internação domiciliar era inadequada, já que ele necessitava de monitoramento cardíaco constante e terapia intensiva. Outros peritos corroboraram a negligência, apontando falhas no controle da medicação e no acompanhamento do paciente. Exames post mortem revelaram que o fígado, rins, pulmões e coração do ídolo apresentavam condições graves, agravadas pela falta de cuidados adequados.
O processo, que começou em março e deve se estender até julho, acusa os envolvidos de homicídio com dolo eventual, indicando que eles teriam ciência dos riscos de suas ações. As penas podem variar de 8 a 25 anos de prisão. O caso continua com a oitiva de dezenas de testemunhas, enquanto uma oitava acusada será julgada separadamente.