A exposição revela itens notáveis dos arquivos da agência que se tornaria o MI5, originalmente chamada de Secret Service Bureau. Em 1914, a organização contava com apenas 17 funcionários, mas, ao final da Primeira Guerra Mundial, o número de colaboradores da agência de contra-inteligência doméstica britânica já havia saltado para 850, incluindo várias mulheres em cargos administrativos. Embora valorizadas por sua capacidade de gerenciar registros em fichas de indexação, as mulheres recrutadas deveriam ter menos de 30 anos, devido ao “esforço cerebral considerável” exigido pelo trabalho, conforme observado por uma responsável pela equipe feminina em 1918.
Entre os artefatos expostos estão itens curiosos, como a mala de um funcionário e microdots escondidos em pó de talco, que ilustram os métodos e as operações sigilosas da época. A mostra não apenas exibe objetos históricos, mas também destaca as narrativas extraordinárias por trás deles, oferecendo um vislumbre dos primórdios da inteligência britânica.
A abordagem da exposição é imparcial, focando nos aspectos históricos e operacionais, sem expor detalhes que possam prejudicar reputações. O acervo reflete a evolução da agência e os desafios enfrentados durante seus primeiros anos, proporcionando uma perspectiva única sobre um período marcante da história da segurança nacional.