Um ex-arcebispo americano, que foi o primeiro cardeal destituído pelo Vaticano devido a acusações de abuso sexual, faleceu aos 94 anos. A informação foi confirmada pelo arcebispo de Washington, que expressou solidariedade às vítimas, sem divulgar detalhes sobre a data ou local da morte. O religioso, que ocupou cargos de destaque na Igreja, incluindo as arquidioceses de Nova York e Washington, teve uma queda abrupta após as denúncias.
Em 2019, o Vaticano o declarou culpado por abusos cometidos há décadas, resultando em sua expulsão da Igreja e na perda de todos os seus direitos clericais, incluindo a possibilidade de celebrar missas. A punição, considerada rara na história da instituição, ocorreu após investigações que também o vinculavam a outros casos envolvendo menores e jovens.
O caso gerou críticas à liderança religiosa, especialmente em relação ao suposto silêncio sobre as ações do clérigo. A morte reacendeu o debate sobre a responsabilidade da Igreja em lidar com casos de abuso, enquanto autoridades enfatizaram a importância de apoiar as vítimas.