As bolsas europeias tiveram o pior desempenho desde 2020, com o índice STOXX 600 registrando queda de 5,1%, a maior perda diária desde o início da pandemia. O temor de uma recessão global se intensificou após a China retaliar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, anunciando medidas como taxas adicionais de 34% sobre produtos norte-americanos e restrições à exportação de terras raras. O índice pan-europeu acumulou perda semanal de mais de 8%, a pior em cinco anos, enquanto investidores migraram para ativos seguros, pressionando os rendimentos dos títulos públicos da zona do euro.
O mercado acionário refletiu a aversão ao risco, com os principais índices europeus entrando em território de correção. O DAX alemão e o índice de blue-chips da zona do euro caíram 5% e 4,6%, respectivamente, enquanto o indicador de volatilidade subiu para o maior patamar em mais de dois anos. Analistas compararam o cenário atual apenas a momentos críticos, como a crise financeira de 2008 e o auge da Covid-19, destacando o impacto potencial na inflação, nas cadeias de suprimentos e nas margens de lucro das empresas.
As quedas foram generalizadas: em Londres, o FTSE recuou 4,95%; em Frankfurt, o DAX teve desempenho similar; já em Paris, o CAC-40 cedeu 4,26%. As bolsas de Milão e Madri registraram as maiores desvalorizações, com quedas superiores a 5,8%. O movimento reforça os receios de uma escalada na guerra comercial global, com efeitos ainda incertos sobre a economia mundial. O clima de incerteza deve manter os investidores em alerta nos próximos dias.