O presidente dos Estados Unidos anunciou que implementará uma série de tarifas recíprocas contra diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil, a partir desta quarta-feira (2). A medida, chamada por ele de “Dia da Libertação”, visa retaliar países que impõem barreiras comerciais aos produtos norte-americanos, embora detalhes sobre magnitudes e setores afetados ainda não tenham sido divulgados. A decisão surge após meses de análise por parte do governo dos EUA, que alega desequilíbrios nas relações comerciais internacionais.
Economistas e instituições como a Moody’s alertam que a política comercial dos EUA pode gerar incertezas na economia global, afetando especialmente mercados emergentes que dependem de exportações para o país. O relatório destaca riscos como desaceleração econômica, inflação e desorganização das cadeias produtivas. Enquanto isso, o governo norte-americano sinalizou disposição para negociar exceções, mas apenas após a implementação das tarifas.
No Brasil, autoridades têm adotado posturas distintas: alguns defendem diálogo para evitar retaliações, enquanto outros sugerem medidas de reciprocidade. Um projeto aprovado no Senado busca criar mecanismos para retaliar barreiras comerciais, refletindo a opinião de quase metade da população, que apoia ações contra os EUA caso as tarifas sejam impostas. O tema deve avançar para a Câmara dos Deputados, enquanto o governo brasileiro avalia estratégias para proteger seus interesses comerciais.