A hipertensão emocional, desencadeada por fatores como estresse e ansiedade, tem se tornado um problema crescente na sociedade moderna, afetando tanto pessoas com pressão alta quanto indivíduos saudáveis. Diferente da hipertensão tradicional, de origem genética, essa condição surge em resposta a situações específicas de tensão, podendo ser temporária ou evoluir para um quadro crônico. Especialistas destacam que indivíduos mais ansiosos ou em estados prolongados de depressão correm maior risco de sofrer infartos, derrames ou desenvolver danos a órgãos como rins, coração e cérebro.
O mecanismo por trás da hipertensão emocional envolve a liberação de hormônios como cortisol, noradrenalina e adrenalina, que aumentam a frequência cardíaca e reduzem o calibre dos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial. Embora picos isolados sejam normais em situações de estresse agudo, respostas exageradas ou prolongadas podem levar a complicações graves. Um exemplo comum é a “síndrome do jaleco branco”, em que a pressão sobe devido à ansiedade durante consultas médicas.
Para controlar o problema, recomenda-se adotar hábitos saudáveis, como prática de exercícios, alimentação equilibrada e redução do consumo de sal e álcool. Além disso, o bem-estar psíquico é fundamental, podendo ser alcançado por meio de terapias, meditação ou, quando necessário, medicamentos para ansiedade. O tratamento prioritário envolve identificar e afastar as fontes de estresse, fortalecer estratégias de autocuidado e monitorar a pressão arterial regularmente, sempre com acompanhamento médico.