Durante a reforma de um campo de futebol em Viena, Áustria, foi descoberta uma vala comum contendo os restos mortais de 129 homens, datados do século I d.C. A maioria das vítimas tinha entre 20 e 30 anos e apresentava ferimentos de batalha, indicando um confronto militar contra tribos germânicas. Artefatos como armaduras, pregos de sandálias romanas e uma adaga enferrujada reforçam a ligação com as campanhas do imperador Domiciano, entre 86 e 96 d.C.
Especialistas do Museu de Viena destacam a singularidade do achado, já que sepulturas coletivas de combatentes romanos são raras na Europa Central. Análises de carbono-14 situam os corpos entre os anos 80 e 130 d.C., enquanto estudos de DNA e isótopos de estrôncio podem esclarecer a origem dos soldados e seu papel no conflito. A descoberta também oferece insights sobre os rituais funerários da época, já que a cremação era a prática comum até o século III.
A pesquisa contínua promete revelar mais detalhes sobre as técnicas de batalha e o contexto histórico do evento, contribuindo para o entendimento da formação inicial de Viena. O achado é considerado sem precedentes e reforça a importância arqueológica da região, mantendo o rigor científico e o interesse pela história militar romana.