O governo de Israel enfrenta mais um escândalo após a prisão de dois assessores próximos ao primeiro-ministro, acusados de receber dinheiro do Catar para promover uma imagem positiva do país árabe em Israel. As investigações sugerem que os assessores teriam trabalhado em campanhas de relações públicas para melhorar a percepção do Catar, que atua como mediador nas negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. O caso gerou preocupação sobre a influência de potências estrangeiras no círculo interno do governo israelense, embora o primeiro-ministro negue qualquer irregularidade e classifique o inquérito como uma perseguição política.
O Catar, que nega apoio ao Hamas, tem sido um mediador chave nos acordos de paz, mas sua relação com Israel é vista com desconfiança por muitos israelenses. Analistas sugerem que a suposta campanha de relações públicas pode ter sido uma tentativa de amenizar críticas e garantir que as tensões não afetassem os laços do Catar com os Estados Unidos. Além disso, há indícios de que mensagens negativas sobre o Egito, outro mediador no conflito, teriam sido divulgadas, possivelmente para fortalecer a posição regional do Catar.
O caso surge em um momento de crescente pressão sobre o primeiro-ministro, que já enfrenta um julgamento por corrupção e críticas por sua gestão da guerra em Gaza. Recentes tentativas de demitir o chefe da agência de segurança interna, que investiga os vínculos com o Catar, foram interpretadas como um esforço para interferir nas investigações. O escândalo reacende debates sobre a integridade das instituições israelenses e a influência de atores externos na política do país.