Entregadores que atuam em plataformas digitais de delivery continuam mobilizados em diversas cidades brasileiras, reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração justa. Em São Paulo, manifestantes se reuniram em frente à sede do iFood e foram recebidos para discussão de demandas, como taxa mínima de R$ 10 por corridas curtas e pagamento integral por pedidos agrupados. No Rio de Janeiro, protestos na Tijuca resultaram em intervenção policial e autuações por alegações de coação a trabalhadores que não aderiram à paralisação.
A paralisação, chamada de “Breque dos Apps”, impactou significativamente bares e restaurantes, especialmente os que dependem exclusivamente do iFood, com quedas de até 100% nas entregas. Estabelecimentos com frota própria registraram aumento na demanda, enquanto aqueles que usam múltiplas plataformas tiveram redução de 70% a 80%. O iFood afirmou que 60% dos pedidos são entregues pelos próprios restaurantes e que está aberto ao diálogo, após reunião com representantes dos manifestantes.
O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas de São Paulo destacou que os entregadores enfrentam jornadas exaustivas, remuneração insuficiente e falta de suporte das empresas em casos de acidentes. As manifestações seguem em andamento, com buzinaços no Rio de Janeiro e pressão por mudanças nas políticas das plataformas. A situação permanece em desenvolvimento, com expectativa de novas negociações entre as partes envolvidas.