Entregadores que atuam em plataformas digitais continuam mobilizados em diversas cidades brasileiras, reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração justa. Em São Paulo, manifestantes se reuniram em frente à sede do iFood e lideranças foram recebidas para discutir demandas, como taxa mínima de R$ 10 por corridas curtas e aumento do valor por quilômetro. No Rio de Janeiro, protestos na Tijuca resultaram em intervenção policial e autuações por crimes como associação criminosa e coação, enquanto em Botafogo os entregadores realizaram um buzinaço.
A paralisação, chamada de “Breque dos Apps”, impactou significativamente bares e restaurantes, especialmente os que dependem exclusivamente do iFood, com quedas de até 100% nas entregas. Estabelecimentos com frotas próprias, no entanto, registraram aumento de demanda. O iFood afirmou que monitora as manifestações e mantém diálogo com representantes dos entregadores, tendo se reunido com nove deles para discutir as principais reivindicações.
O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo destacou que os trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas, remuneração insuficiente e falta de apoio das empresas em casos de acidentes. Entre as demandas, estão também a limitação de entregas de bicicleta a um raio de 3 km e pagamento integral por pedidos agrupados. O movimento segue em andamento, com atualizações esperadas nos próximos dias.