Os eleitores de Wisconsin deram uma resposta contundente ao segundo governo de Donald Trump ao eleger uma juíza apoiada pelos democratas para a Suprema Corte do estado, marcando uma derrota para o candidato republicano Brad Schimel, que contava com o apoio do presidente e do bilionário Elon Musk. A campanha, a mais cara da história judicial dos EUA, ultrapassou US$ 90 milhões em gastos, com Musk investindo pesadamente em Schimel. A vitória de Susan Crawford foi celebrada como uma defesa da independência do judiciário, enquanto Trump preferiu destacar conquistas republicanas em eleições parciais na Flórida.
Apesar dos esforços de Musk, que doou milhões e participou ativamente da campanha, os eleitores de Wisconsin rejeitaram a influência externa, optando por manter o equilíbrio político no estado. O resultado foi visto como um teste inicial do segundo mandato de Trump, que até então não havia enfrentado desafios eleitorais significativos. Enquanto isso, os republicanos mantiveram duas cadeiras na Câmara dos Representantes na Flórida, consolidando sua presença no estado.
O referendo que instituiu a obrigatoriedade de identificação com foto para votar foi outra vitória republicana, aplaudida por Trump e Musk. No entanto, a atenção permaneceu focada em Wisconsin, onde a eleição judicial simbolizou uma disputa mais ampla sobre o futuro da democracia e do sistema eleitoral nos EUA. Os democratas, ainda em busca de uma direção após as perdas em 2022, enfrentam desafios para recuperar espaço, especialmente em estados tradicionalmente disputados.