Diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump, economistas e empresários brasileiros enxergam oportunidades para a produção nacional. Ao taxar diversos países simultaneamente, Trump pode ter reconfigurado o comércio global, deixando demandas antes atendidas pelos EUA disponíveis para outros mercados. Com tarifas menores em comparação a concorrentes como China e Vietnã, o Brasil tem vantagem competitiva em setores como aviação, calçados e manufaturados, podendo ampliar suas exportações para os americanos.
O agronegócio brasileiro, especialmente a soja, também pode se beneficiar se outros países retaliarem fechando suas portas aos produtos dos EUA. Além disso, setores industriais têm a chance de substituir importações por produção local, impulsionando a nacionalização de peças e componentes. Especialistas destacam que o momento exige estratégia diplomática e aproveitamento das condições favoráveis para fortalecer a presença brasileira no mercado internacional.
Apesar dos desafios, analistas acreditam que o Brasil pode transformar a reorganização do comércio global em uma trilha de crescimento econômico no médio e longo prazo. A combinação de tarifas menores, demanda reprimida e potencial industrial coloca o país em posição privilegiada, desde que haja coordenação entre setores públicos e privados para capitalizar as novas oportunidades.