O economista Nouriel Roubini alerta que a queda nos mercados de ações pode se intensificar antes que os investidores recuperem a confiança, mesmo com uma possível redução nas tensões comerciais lideradas pelo governo dos EUA. Em entrevista durante um evento na Itália, ele destacou que, embora negociações possam amenizar o conflito, os mercados ainda enfrentam correções no curto prazo. Roubini mantém uma visão moderadamente otimista para a economia global, projetando crescimento entre 1% e 1,5% para os EUA em 2025, abaixo das expectativas iniciais do FMI.
A recente volatilidade foi impulsionada por medidas protecionistas, que levaram a perdas significativas no S&P 500 e em outros índices globais. Roubini acredita que, no cenário mais provável, as tarifas serão reduzidas pela metade, evitando uma recessão imediata. No entanto, ele ressalta que a falta de confiança entre os países envolvidos pode prolongar as incertezas, como observado por outros especialistas presentes no evento.
Em médio prazo, o economista destaca que avanços tecnológicos, como a inteligência artificial, devem impulsionar a produtividade e sustentar um crescimento econômico mais robusto, independentemente das políticas adotadas no curto prazo. Roubini argumenta que, mesmo em um contexto de medidas controversas, a inovação será o fator determinante para uma recuperação sustentável, com potencial de elevar o crescimento global para até 6% até 2040.