A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu seu menor nível no atual mandato, com 56% de desaprovação, segundo pesquisa Quaest. Entre os fatores que contribuíram para esse cenário estão a alta nos preços dos alimentos, a queda no poder de compra da população e os juros elevados, com a taxa Selic em 14,25%. Além disso, especialistas apontam falhas na comunicação do governo e insatisfação do mercado financeiro com a condução das contas públicas, agravando a percepção negativa.
O governo tem adotado medidas para mitigar os efeitos econômicos, como a isenção de impostos sobre alimentos importados e a proposta de liberar faixas de renda do Imposto de Renda. No entanto, analistas avaliam que essas ações podem não ser suficientes para reverter o cenário a curto prazo, já que os impactos da inflação e do dólar alto continuam pressionando o orçamento das famílias. A estratégia de comparar a gestão atual com a anterior também não tem surtido o efeito esperado na melhora da imagem presidencial.
Com as eleições de 2026 se aproximando, o desafio será equilibrar as contas públicas sem comprometer o crescimento econômico, especialmente diante de uma Selic que pode chegar a 15%. Embora medidas como o crédito consignado e a isenção fiscal beneficiem parte da população, a falta de ajustes estruturais e o aumento dos gastos públicos limitam a capacidade de recuperação da popularidade. O cenário histórico, marcado por crises políticas e econômicas, também pesa na avaliação do eleitorado, tornando a retomada da confiança um processo complexo.