A dupla artística formada por dois irmãos anunciou o fim de sua parceria na última sexta-feira, 28, após meses de conflitos envolvendo a empresa que administravam juntos. Criada em 2009, a Laboratório Fantasma foi alvo de disputas societárias e alegações de descumprimento contratual, levando a um processo judicial mantido em segredo de Justiça. De acordo com documentos, o rompimento efetivo ocorreu em novembro de 2024, quando um dos irmãos solicitou a exclusão do outro do quadro societário.
O processo revela acusações de desvio de recursos e mudanças na divisão societária, que passou de 50% para cada um a 90% para um e 10% para o outro. Uma das partes alega que R$ 6 milhões teriam sido retirados indevidamente de contas da empresa, enquanto a outra nega as acusações, afirmando que todas as movimentações foram transparentes e registradas. Além disso, há disputas sobre um acordo assinado que, segundo uma das partes, não teria sido respeitado.
Ambos os lados mantêm versões divergentes sobre os motivos do rompimento, sem consenso sobre quem teria descumprido os termos estabelecidos. A empresa, que já foi um símbolo de sucesso na cena cultural, agora enfrenta incertezas quanto ao futuro, enquanto o caso segue sob análise judicial. O desfecho poderá impactar não apenas os envolvidos, mas também funcionários e colaboradores ligados ao projeto.