O dólar comercial teve sua maior alta diária em pouco mais de dois anos, fechando a R$ 5,836 com valorização de 3,68%, após a China anunciar retaliações às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A moeda norte-americana atingiu seu maior patamar desde março, refletindo a tensão no mercado global. Paralelamente, o Ibovespa recuou 2,96%, marcando o pior desempenho desde dezembro do ano passado, em um dia de forte volatilidade nas bolsas internacionais.
Os mercados emergentes, que haviam escapado da instabilidade no dia anterior, foram impactados pela decisão chinesa de impor sobretaxas de 34%, alimentando temores de uma recessão global. Além disso, dados robustos de emprego nos EUA sugeriram que o Federal Reserve pode adiar cortes de juros, enquanto a queda no preço do petróleo Brent para US$ 64 pressionou países exportadores de commodities. Esses fatores combinados ampliaram a aversão ao risco entre os investidores.
O cenário turbulento reflete a incerteza gerada pelas tensões comerciais e pela perspectiva de desaceleração econômica. Enquanto a balança comercial brasileira registrou superávit em março, o tarifaço e seus desdobramentos continuam a influenciar negativamente os mercados, com reflexos tanto no câmbio quanto nas bolsas de valores globais.