Dólar recua em meio a sinais de alívio na guerra comercial entre EUA e China

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O dólar acelerou sua queda no mercado brasileiro nesta quinta-feira (17), influenciado pelo desempenho de moedas emergentes e pela alta do petróleo, em um cenário de possível desaceleração na guerra comercial entre Estados Unidos e China. A moeda norte-americana fechou em queda de 1,05%, cotada a R$ 5,8037, o menor valor desde o início de abril. O real, que vinha sofrendo mais que outras divisas, registrou o segundo melhor desempenho entre as moedas emergentes, atrás apenas do peso mexicano, enquanto commodities como o dólar australiano também se valorizaram.

Declarações otimistas sobre as negociações comerciais contribuíram para o movimento. O presidente dos Estados Unidos afirmou acreditar em um possível acordo com a China, enquanto o governo chinês reiterou sua abertura ao diálogo, desde que baseado no respeito mútuo. Além disso, o secretário do Tesouro americano destacou avanços nas conversas com outros países, como Coreia do Sul e Índia, indicando um possível alinhamento global.

No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, manteve-se estável, enquanto o euro teve leve desvalorização após o Banco Central Europeu reduzir suas taxas de juros. O dólar acumula quedas significativas no mês e no ano, refletindo um cenário de menor aversão ao risco nos mercados internacionais. As informações sugerem um momento de cauteloso otimismo, com investidores acompanhando de perto os desdobramentos das negociações comerciais.

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