O dólar à vista registrou queda firme nesta quinta-feira, 3, refletindo a desvalorização da moeda americana e a queda nos rendimentos dos Treasuries em Nova York. O movimento foi impulsionado por uma aversão ao risco nos mercados, com bolsas internacionais em baixa devido aos temores de que as novas tarifas comerciais dos EUA — a quarta medida do tipo em três meses — possam gerar inflação e recessão na economia americana. O presidente Donald Trump anunciou tarifas mínimas de 10% sobre importações do Brasil, além de taxas maiores para China, África do Sul, Japão e União Europeia, com exceção de aço e alumínio, já taxados anteriormente.
O petróleo acelerou perdas intradia, chegando a quase 6%, pressionando ainda mais o real e outras moedas emergentes ligadas a commodities. Por volta das 9h20, o dólar atingiu R$ 5,6070, a menor cotação desde outubro do ano passado. Enquanto isso, a Embraer pode ter seu Ebitda reduzido em 9% até 2025 devido às tarifas, segundo estimativas do Citi, embora parte do impacto já esteja refletido no preço das ações.
No cenário político, a União Europeia deve votar em 9 de abril medidas de retaliação às tarifas americanas sobre aço e alumínio. No Brasil, uma comissão foi formada para analisar a ampliação da isenção do IR para rendimentos de até R$ 5 mil, com discussões sobre a tributação de dividendos, que pode ter o limite isento elevado de R$ 50 mil para R$ 100 mil mensais, com alíquota de 10% para valores acima desse patamar.