O conflito em Gaza atingiu um novo patamar de crise humanitária, com mais de 140 mil pessoas deslocadas desde o fim do cessar-fogo, segundo estimativas da ONU. Muitas famílias, forçadas a fugir repetidas vezes, deixam para trás seus pertences e enfrentam dificuldades extremas para encontrar abrigo, água e alimentos. A escassez de combustível agrava a situação, tornando os deslocamentos ainda mais desafiadores, com milhares saindo de suas casas praticamente sem recursos.
A recente expansão das ordens de evacuação emitidas por Israel intensificou o desespero entre os palestinos, que relatam exaustão e desesperança diante da perspectiva de recomeçar em novos locais. De acordo com a AP, muitos já não veem saída para o ciclo de fuga e reconstrução, enquanto a violência persiste. A criação de novas zonas de segurança, conforme anunciado por autoridades, sugere que a disputa territorial deve se prolongar, aprofundando a instabilidade na região.
A situação humanitária continua a se deteriorar, com organizações internacionais alertando para os riscos de colapso nos serviços básicos e no abastecimento de suprimentos essenciais. O deslocamento em massa e a falta de infraestrutura adequada deixam a população cada vez mais vulnerável, sem perspectivas de retorno ou estabilidade no curto prazo. O conflito, agora em seu sexto mês, segue sem sinais de resolução, enquanto civis pagam o preço mais alto.