Moradores de Sake, forçados a deixar campos de deslocamento em Goma após um ultimato de grupos armados, retornaram a uma cidade fantasma, com casas destruídas e meios de subsistência inexistentes. O avanço dos rebeldes no início do ano levou mais de 100 mil pessoas a fugirem dos campos em torno de Goma, um importante centro humanitário regional, para tentar voltar às suas origens. No entanto, muitos encontraram apenas ruínas e um cenário de abandono, sem acesso a ajuda ou oportunidades de trabalho.
A situação descreve o colapso de comunidades já vulneráveis, que haviam buscado refúgio em Goma após conflitos anteriores na região. Com a retirada dos campos, os deslocados enfrentam agora a falta de infraestrutura básica e a incerteza sobre o futuro, sem apoio adequado para reconstruir suas vidas. A destruição generalizada deixou muitos sem perspectivas, agravando a crise humanitária em curso.
O relato destaca os desafios enfrentados por civis em meio aos conflitos armados, onde a violência repetida impede a estabilidade e a recuperação. A ausência de assistência eficaz e a dificuldade de reintegração ilustram as consequências duradouras da guerra, especialmente para populações que já viviam em condições precárias. A situação em Sake reflete um padrão mais amplo de deslocamento e destruição em regiões afetadas por confrontos.