A possível federação entre União Brasil (UB) e Partido Progressista (PP) segue em discussão, mas enfrenta resistência significativa dentro do UB, segundo declarações de parlamentares. O deputado Virmondes Cruvinel (UB) destacou que, enquanto o PP demonstra maior abertura à ideia, setores do UB, incluindo o governador Ronaldo Caiado, são mais reticentes. Cruvinel mencionou que diferenças políticas, como a postura centrista de alguns membros do PP, podem complicar a aliança, mas reconheceu que a união poderia fortalecer as chapas eleitorais.
Outros deputados, como Adriano do Baldy (PP), afirmaram que as tratativas ainda estão em andamento, sem definição concreta. Baldy ressaltou que a decisão sobre sua permanência no partido dependeria da formação das chapas e do coeficiente eleitoral. Já Talles Barreto (UB), líder do governo na Assembleia Legislativa, expressou ceticismo, argumentando que a federação não traria benefícios ao UB, que já possui forte influência nacional. Barreto destacou preocupações com a estratégia eleitoral do partido, especialmente em relação a possíveis candidaturas presidenciais.
Apesar das divergências, o deputado José Nelto (UB) admitiu que a federação ainda pode avançar, dependendo dos cálculos políticos. Ele reforçou que a posição contrária do governador influencia sua própria opinião, mas reconheceu que, na política, interesses práticos muitas vezes prevalecem. Enquanto isso, o UB mantém o foco em alianças e em uma candidatura própria, seguindo a orientação do presidente nacional do partido, Antônio Rueda, que defende a continuidade da atual estratégia.