A descoberta do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida adulta pode trazer sentimentos diversos, como libertação, luto e alívio, conforme relatam pessoas diagnosticadas tardiamente. Ísis, de 22 anos, viu o diagnóstico como uma explicação para suas características, enquanto sua mãe, Amália, de 42, passou por um processo de luto ao refletir sobre como sua vida poderia ter sido diferente com a informação mais cedo. Ambos os casos destacam a importância do autoconhecimento e da adaptação a uma nova perspectiva sobre si mesmos.
Profissionais como a psicóloga Agnes, de 28 anos, e o delegado Aderlan, de 48, também compartilharam suas jornadas. Agnes passou a respeitar mais seus limites sensoriais após o diagnóstico, enquanto Aderlan buscou entender melhor seu passado e auxiliar o filho, também autista. Os relatos mostram como o diagnóstico pode ser um ponto de virada para a aceitação e a criação de estratégias de convívio social.
Especialistas ressaltam que o autismo se manifesta de forma única em cada indivíduo, evitando generalizações. A avaliação psicológica, regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia, é essencial para um diagnóstico preciso. A data de 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, reforça a necessidade de compreensão e inclusão, destacando histórias que inspiram reflexões sobre neurodiversidade e respeito às diferenças.