O Brasil registrou 799.512 casos prováveis de dengue nos três primeiros meses de 2025, com 451 mortes confirmadas e outras 702 em investigação, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde. O número representa uma queda de 74,84% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram notificados mais de 3 milhões de casos. O coeficiente de incidência atual é de 376,1 casos por 100.000 habitantes, abrangendo o período de dezembro de 2024 a março de 2025.
A dengue é transmitida pelo mosquito *Aedes aegypti*, que também dissemina os vírus da zika e chikungunya. A doença possui quatro sorotipos, sendo os tipos 2 e 3 considerados mais virulentos. A infecção por um sorotipo não garante imunidade contra os outros, e reinfecções aumentam o risco de formas graves da doença. O mosquito se reproduz em água parada e pode transmitir o vírus desde a eclosão dos ovos, que sobrevivem por até um ano em ambientes secos.
O ciclo de transmissão começa quando o mosquito pica uma pessoa infectada, alojando o vírus em suas glândulas salivares. O *Aedes aegypti* tem hábitos urbanos, criando-se em pneus, vasos de plantas e outros recipientes com água parada. Pesquisas recentes indicam que ovos de mosquitos infectados podem transmitir não apenas dengue, mas também chikungunya e zika para as próximas gerações, conforme estudo da Universidade Federal de Goiás.