A reunião entre aplicativos de entrega e entregadores na última terça-feira (1º) terminou sem acordo, prolongando a greve que já dura dois dias em diversas cidades brasileiras. Os trabalhadores exigem uma taxa mínima de R$ 10 por corrida de até 4 km, aumento para R$ 2,50 por km adicional, limitação de entregas de bicicleta a um raio de 3 km e pagamento integral mesmo em pedidos agrupados. Representantes do setor de bares e restaurantes alertaram para o impacto econômico, já que 30% do faturamento desses estabelecimentos depende das entregas.
O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo apoia as reivindicações, destacando as longas jornadas e a remuneração insuficiente para cobrir custos básicos ou equipamentos de segurança. Enquanto isso, a Associação de Bares e Restaurantes de São Paulo relatou quedas de 100% nas entregas para negócios que dependem exclusivamente do iFood, ampliando os prejuízos em um setor já fragilizado pela pandemia.
Diante do impasse, a busca por um consenso torna-se urgente para evitar maiores danos ao setor de alimentação. Mediadores enfatizam a necessidade de equilibrar as demandas dos entregadores com a sustentabilidade dos estabelecimentos, destacando o diálogo como peça-chave para uma solução justa e eficiente. A greve segue sem previsão de término, enquanto as negociações permanecem em aberto.