O ministro da Defesa anunciou nesta quarta-feira (2) uma expansão significativa da operação militar em Gaza, com a ocupação de grandes partes do território para incorporação às zonas de segurança do país. Embora não tenha especificado quais áreas seriam anexadas, o comunicado destacou que haverá uma evacuação em grande escala da população das regiões afetadas pelos combates. O retorno dos reféns israelenses foi reiterado como condição essencial para o fim do conflito.
A medida ocorre após a retomada dos ataques aéreos e terrestres, dois meses após um cessar-fogo mediado por potências internacionais. O corredor de Netzarim, no centro de Gaza, já havia sido incluído nas zonas de segurança, assim como áreas próximas às fronteiras. Autoridades locais afirmam que a pressão militar é a estratégia prioritária para resgatar os 59 reféns ainda mantidos em custódia.
O conflito, que começou em outubro de 2023 após um ataque em território israelense, já resultou na morte de mais de 50.000 palestinos, segundo estimativas do Ministério da Saúde de Gaza. A operação militar desencadeou uma crise humanitária, com cidades devastadas e protestos crescentes contra os grupos armados na região. Enquanto isso, organismos internacionais continuam a criticar as ações militares e o colapso dos acordos de paz.