O ministro da Defesa israelense anunciou a expansão das operações militares em Gaza, com o objetivo de capturar grandes áreas que serão incorporadas às zonas de segurança de Israel. Em um comunicado, ele afirmou que a ofensiva visa combater grupos armados e destruir sua infraestrutura, enquanto ataques aéreos continuaram na manhã desta quarta-feira. A medida foi criticada por um grupo representando famílias de reféns, que acusou o governo de priorizar a expansão territorial em detrimento da libertação dos 59 captivos ainda mantidos em Gaza.
O ministro destacou que o aumento das operações tem como objetivo pressionar os grupos armados e a população local para acelerar a libertação dos reféns. Ele também pediu que os residentes de Gaza ajam para “remover” os grupos armados, afirmando que essa seria a única maneira de encerrar o conflito. A declaração reforça a estratégia de intensificar a pressão militar e política, embora sem indicar prazos ou detalhes concretos sobre as negociações para a libertação dos captivos.
O anúncio ocorre em meio a crescentes tensões e críticas internacionais sobre o impacto humanitário da guerra. Enquanto o governo israelense insiste que a expansão das operações é necessária para garantir segurança, organizações humanitárias e familiares dos reféns alertam para os riscos de prolongar o conflito e adiar um acordo de cessar-fogo. A situação permanece incerta, com poucos sinais de avanço nas negociações diplomáticas.