Após uma década de conflito no Iêmen, a população vive uma realidade marcada por perdas constantes e um futuro incerto para as crianças. O que antes eram preocupações cotidianas, como estudos, trabalho e celebrações familiares, deu lugar ao medo diário de explosões, luto e a dúvida sobre se voltarão para casa ao sair. A guerra transformou a vida em uma rotina de sobrevivência, onde o peso da dor convive com a necessidade de seguir em frente.
Apesar das cicatrizes deixadas por anos de violência, os iemenitas demonstram uma resiliência notável. Carregam consigo o luto e os corações partidos, mas insistem em continuar, adaptando-se a uma existência onde a tristeza se tornou companheira. A guerra não apagou sua humanidade, mas forçou-os a encontrar força mesmo quando o futuro parece sombrio.
O texto retrata um povo que, embora esgotado pela década de conflito, recusa-se a ser definido apenas pela guerra. Entre a dor e a perseverança, os iemenitas seguem reconstruindo suas vidas, mostrando que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, a esperança persiste—ainda que frágil.