A crescente frustração na França com as políticas dos Estados Unidos levou parte da esquerda francesa a organizar uma contra-manifestação em Paris, enquanto o presidente norte-americano criticou publicamente o judiciário francês. O episódio reflete o clima de tensão entre aliados tradicionais, marcado por divergências políticas e estratégicas.
Em meio a esse cenário, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu os EUA, em discurso em inglês, sobre a importância de respeitar a soberania dos países aliados. Ela destacou a disposição da Dinamarca e da Groenlândia para cooperar com os Estados Unidos em questões como segurança no Ártico, mas rejeitou veementemente qualquer tentativa de anexação territorial ou pressões inadequadas. Frederiksen enfatizou que a divisão entre aliados beneficia apenas os adversários comuns.
A líder dinamarquesa também lembrou o histórico de colaboração entre os países, citando investimentos dinamarqueses nos EUA e o aumento de gastos em defesa a pedido norte-americano. No entanto, questionou como um aliado próximo poderia exigir o controle de parte do território dinamarquês, levantando dúvidas sobre os valores de uma nação que a Dinamarca sempre admirou. O discurso reforça os desafios diplomáticos em um momento de redefinição das relações internacionais.