O racismo no futebol brasileiro segue como um problema grave, com aumento significativo de denúncias nos últimos anos. Dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol mostram que os registros subiram quase 40% entre 2022 e 2023, totalizando 136 incidentes no ano passado. Apesar do crescimento, as punições ainda são raras, e muitos casos resultam apenas em multas ou penas alternativas, sem consequências mais severas.
Casos recentes envolvendo atletas em partidas nacionais e internacionais destacam a persistência do problema. Em 2024, um jogador da base de um clube paulista foi alvo de injúria racial durante um jogo, sem que houvesse punição efetiva até o momento. Outros episódios, como insultos a atletas em competições sul-americanas, resultaram em penalidades financeiras, mas sem medidas mais contundentes contra os agressores.
Especialistas apontam que o aumento das denúncias reflete maior conscientização sobre a importância de combater o racismo no esporte. No entanto, a falta de punições exemplares mantém um ciclo de impunidade. A visibilidade do tema tem crescido, mas a efetividade das ações ainda é insuficiente para mudar o cenário, segundo análise de organizações dedicadas ao monitoramento do problema.