O tribunal constitucional da Coreia do Sul decidiu, por unanimidade, manter o impeachment do então presidente suspenso, confirmando a decisão do parlamento. A corte considerou que a declaração de lei marcial em dezembro representou uma “grave traição à confiança do povo”. Após semanas de deliberações, todos os oito juízes votaram pela retirada de seus poderes presidenciais, levantando debates sobre o futuro da democracia no país.
A decisão reflete a gravidade das ações tomadas durante o período crítico, que geraram ampla insatisfação popular e preocupação entre instituições. A medida foi vista como um esforço para preservar o Estado de Direito, reforçando o papel do sistema de freios e contrapesos na política sul-coreana. Analistas destacam que o processo seguiu os trâmites legais, sem interferências políticas explícitas.
O caso marca um capítulo significativo na história recente do país, evidenciando os desafios enfrentados por governantes em situações de crise. A decisão unânime da corte sinaliza uma postura firme contra medidas consideradas autoritárias, reafirmando o compromisso com os princípios democráticos. O desfecho também abre caminho para a estabilização do cenário político, com a expectativa de novas eleições.