A Corte Constitucional da Coreia do Sul decidiu, nesta sexta-feira (4), destituir o presidente Yoon Suk Yeol do cargo. O ex-mandatário estava afastado desde dezembro, quando o Congresso aprovou um processo de impeachment após a decretação de lei marcial, que restringia direitos civis e previa o fechamento do parlamento. A medida foi revogada horas após sua imposição, mas o caso seguiu em investigação, culminando na decisão desta sexta.
Em janeiro, promotores indiciaram o então presidente por insurreição, crime que não garante imunidade ao chefe de Estado e pode resultar em prisão perpétua. Ele chegou a ser detido, mas foi liberado em março após passar semanas em confinamento solitário. Durante o processo, sua defesa argumentou que a lei marcial não seria implementada integralmente, mas serviria como alerta para resolver um impasse político.
O caso agora aguarda análise final da Suprema Corte, que decidirá se a destituição será mantida. Advogados do ex-presidente contestam a legalidade da prisão e do processo, enquanto as instituições sul-coreanas seguem avaliando as implicações jurídicas e políticas da decisão. A situação reflete a tensão entre os poderes no país, marcada por acusações graves e medidas excepcionais.