A Corte Constitucional da Coreia do Sul decidiu, nesta sexta-feira (4), pelo impeachment do presidente, encerrando seu mandato após meses de afastamento. A decisão unânime dos oito juízes considerou que a decretação da lei marcial em dezembro de 2024 ultrapassou os poderes constitucionais do cargo, representando uma grave ameaça à democracia. O ex-presidente havia sido acusado de insurreição, crime punível com prisão perpétua, e estava afastado desde o início do processo de impeachment aprovado pelo Congresso.
A lei marcial, declarada por poucas horas em dezembro, suspendeu atividades políticas, restringiu direitos civis e colocou a mídia sob controle militar. O governo justificou a medida como necessária para conter crises, mas a Corte avaliou que as ações causaram caos social e político. Durante as audiências, a defesa argumentou que a intenção era apenas alertar sobre o impasse político, sem implementar plenamente a lei marcial.
Com a decisão, o país terá 60 dias para realizar novas eleições, enquanto o primeiro-ministro assume interinamente. Manifestantes comemoraram a destituição, mas o governo interino emitiu alertas para manter a ordem pública. O caso marca um raro impeachment na história do país, destacando tensões entre poderes e os limites da autoridade presidencial.