A Corte Constitucional da Coreia do Sul decidiu, nesta sexta-feira (4), pelo impeachment do presidente, encerrando seu mandato após quatro meses de crise política. A medida foi tomada em resposta à decretação de lei marcial em dezembro de 2024, que restringiu direitos civis e fechou o parlamento. Até as novas eleições, previstas para ocorrer em 60 dias, o primeiro-ministro assumirá o cargo interinamente, enquanto o ex-presidente enfrenta acusações de insurreição, crime que pode levar à prisão perpétua.
O processo eleitoral no país não prevê segundo turno, permitindo que um candidato seja eleito com menos da metade dos votos. Pesquisas indicam que o líder da oposição, que perdeu a eleição anterior por uma pequena margem, é o favorito para assumir a presidência. Em 2017, o país passou por situação semelhante, quando a então presidente foi destituída por envolvimento em um escândalo de corrupção, levando a novas eleições dois meses depois.
A decisão do impeachment foi unânime entre os oito juízes, que consideraram que as ações do ex-presidente representaram uma grave violação da Constituição e um risco à democracia. A lei marcial, decretada por poucas horas, suspendeu atividades políticas, controlou a mídia e limitou protestos, causando impacto em diversas áreas da sociedade. A Corte destacou que as medidas criaram caos e traíram a confiança pública, encerrando o mandato de forma histórica.