O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados deve decidir na próxima semana se recomendará a cassação do mandato de um parlamentar, alvo de um processo por quebra de decoro. A denúncia, apresentada por um partido, alega que o deputado agrediu fisicamente um militante de um movimento político dentro das dependências da Casa em abril de 2024. O relator do caso acolheu a tese e votou pela cassação, mas a decisão final depende da análise dos demais membros do colegiado e, posteriormente, do plenário.
O parlamentar em questão defendeu-se afirmando que agiu em legítima defesa após provocações sistemáticas, incluindo ofensas à honra de sua mãe, falecida semanas após o incidente. Ele também criticou o relator, acusando-o de parcialidade e de misturar o caso atual com denúncias anteriores já arquivadas. Além disso, alega que o processo é motivado por interferências políticas, vinculando-o a um escândalo envolvendo o orçamento público.
O relatório do conselho destacou que as agressões, comprovadas por imagens de monitoramento, configurariam desrespeito ao decoro parlamentar. No entanto, a defesa argumenta que as acusações são genéricas e que a reação do deputado foi proporcional às provocações sofridas. O caso segue sob análise, com a possibilidade de o plenário da Câmara decidir pelo destino do mandato, dependendo do voto de pelo menos 257 deputados.