O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução que acusa Israel de violações de direitos humanos e ações ilegais, incluindo a adoção da fome como tática de guerra na Faixa de Gaza. O texto, aprovado por 27 dos 47 membros do conselho, expressa preocupação com declarações de autoridades israelenses que poderiam incitar ao genocídio e exige que o país cumpra suas obrigações legais para evitá-lo. A votação ocorreu após o retorno dos ataques em Gaza, seguido do rompimento da trégua pelo grupo armado local.
Especialistas criticaram a resolução, argumentando que ela reflete um viés anti-Israel histórico dentro da ONU, destacando a ausência de menção aos ataques terroristas sofridos pelo país. Representantes locais afirmaram que o conselho ignora atrocidades cometidas contra civis israelenses e prioriza condenações desproporcionais, enquanto regimes autoritários em outras regiões não recebem a mesma atenção. O texto foi classificado como uma “culpabilização da vítima” e uma falta de clareza moral.
O governo israelense rejeitou veementemente a resolução, acusando o Conselho de Direitos Humanos de promover narrativas infundadas e de encobrir ações violentas de grupos armados. Em comunicado, autoridades destacaram que a decisão reforça a percepção de que a instituição está distanciada de sua missão original de promover a paz e a justiça global. A controvérsia reflete tensões mais amplas sobre o papel da ONU em conflitos internacionais e seu tratamento desigual em relação a diferentes nações.