A mais recente atualização do ChatGPT, que integra uma ferramenta de geração de imagens ao GPT-4, causou um fenômeno viral nas redes sociais. Em apenas uma hora, a plataforma registrou um milhão de novos usuários, superando o recorde anterior de cinco dias alcançado durante seu lançamento inicial. A tendência que impulsionou esse crescimento foi a criação de ilustrações no estilo do Studio Ghibli, com usuários reproduzindo a estética do estúdio japonês em cenas da cultura pop e até em momentos políticos.
O sucesso da ferramenta, no entanto, reacendeu debates sobre direitos autorais e proteção de dados. Hayao Miyazaki, cofundador do Studio Ghibli, já havia criticado publicamente o uso de inteligência artificial na arte, classificando-o como “um insulto à vida”. Especialistas em propriedade intelectual alertam para os desafios legais, especialmente em relação ao direito moral de autoria, diante da velocidade com que a IA produz conteúdo.
Além das questões artísticas, preocupações sobre privacidade também surgiram, já que imagens enviadas para estilização podem ser armazenadas pela plataforma. A discussão reflete os dilemas éticos e jurídicos que acompanham o avanço da inteligência artificial, enquanto usuários continuam a explorar suas possibilidades criativas.