A Câmara dos Deputados viveu uma semana marcada por confusão e tensão entre parlamentares da oposição, que receberam orientação para obstruir a pauta do governo. Durante a votação do projeto que estabelece medidas de resposta a barreiras comerciais contra produtos brasileiros, as orientações foram divergentes até o último momento. Após negociações entre os partidos, a proposta foi aprovada em uma votação simbólica, destacando a dificuldade de alinhamento entre os grupos políticos.
Fontes revelaram que havia resistência inicial por parte de um ex-presidente, que só liberou sua bancada para votar a favor do projeto após ser convencido pelos líderes partidários. Os parlamentares argumentaram que a medida não era direcionada contra os Estados Unidos, mas sim uma forma de proteger interesses comerciais do Brasil, especialmente em relação à Europa. O discurso predominante foi o de que a reciprocidade beneficiaria o país em meio a tensões internacionais.
O projeto, que permite ao governo adotar medidas contra tarifas impostas por outros países, foi visto como uma resposta estratégica a disputas comerciais globais. Enquanto alguns veem oportunidades para o Brasil em um cenário de guerra comercial, a aprovação da matéria reflete os desafios de coordenação política no Congresso. A situação ilustra as complexidades nas relações entre o Executivo e o Legislativo em meio a divergências partidárias.