A Câmara do Rio de Janeiro avançou na proposta que autoriza a Guarda Municipal a utilizar armas de fogo e atuar em ações de segurança pública, incluindo policiamento ostensivo e preventivo. O projeto, aprovado em primeira discussão na noite de terça-feira (01), prevê que os agentes passem por treinamento específico antes de empregar armas de menor potencial ofensivo. A matéria seguirá para segunda votação após um intervalo mínimo de 10 dias, conforme as regras da Casa.
Defensores da proposta, como o autor do substitutivo, argumentam que a medida é essencial para melhorar a segurança na cidade, alinhando o Rio ao modelo adotado por outras capitais, como São Paulo e Belo Horizonte. Eles destacam que a iniciativa visa garantir maior proteção aos cidadãos, após anos de debates sobre o tema. A aprovação foi comemorada como um avanço para a qualidade de vida da população.
Por outro lado, críticos alertaram para os riscos de políticas armamentistas, argumentando que elas podem aumentar a violência e colocar civis em perigo. Parlamentares contrários ao projeto defenderam alternativas focadas em inteligência e patrulhamento preventivo, questionando a preparação dos agentes para lidar com armas. O debate reflete divergências sobre a melhor forma de abordar a segurança pública na cidade.