Em 2024, o café foi o principal produto de exportação do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos, com vendas atingindo US$ 2 bilhões. Os dados do governo mostram que o grão ficou atrás apenas de produtos florestais, como madeiras, em valor comercial. Além do café, outros destaques foram carnes, sucos (especialmente o de laranja) e derivados da cana-de-açúcar, como açúcar e etanol. Os EUA consolidaram-se como o maior cliente externo do café brasileiro.
Atualmente, o café brasileiro não torrado e em grão enfrenta uma tarifa de 9% nos EUA, enquanto carnes bovinas congeladas têm taxa de 10,8% e o etanol, 2,5%. No entanto, uma nova determinação anunciada nesta quarta-feira (2) estabelece que, a partir de sábado (5), os produtos importados do Brasil passarão a ser taxados em pelo menos 10%. A medida pode impactar diretamente as exportações do setor.
O café tem sido um dos produtos que pressionam os índices de inflação, destacando sua relevância na balança comercial. A possível alteração nas tarifas pode influenciar não apenas o fluxo de vendas, mas também os preços internos e externos do produto. O cenário exige atenção dos produtores e do mercado, dada a importância do comércio bilateral entre os dois países.