Os países membros do Brics expressaram profunda preocupação com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e no norte da África, em especial a escalada de violência na Faixa de Gaza. Em declaração conjunta divulgada após reunião em Brasília, o grupo lamentou o colapso do cessar-fogo e condenou os ataques recentes que resultaram em mortes de civis e trabalhadores humanitários. O comunicado reforçou a necessidade de respeito ao direito internacional, incluindo a libertação de reféns e o acesso imediato a ajuda humanitária, além de defender uma solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense.
O documento também destacou a importância da atuação de missões da ONU, como a UNIFIL no Líbano, e condenou ações que violam a soberania de países como Síria, Iêmen e Líbia. O Brics reafirmou seu apoio à estabilidade regional, criticou medidas coercitivas unilaterais e pediu diálogo para resolver disputas, incluindo a questão nuclear iraniana. Além disso, o grupo enfatizou a rejeição ao terrorismo em todas as suas formas, sem associá-lo a qualquer religião ou grupo étnico.
Por fim, os vice-ministros e enviados especiais concordaram em continuar as discussões durante a próxima presidência do Brics, sob a liderança da Índia em 2026. A declaração reforçou o compromisso com o multilateralismo e a resolução pacífica de conflitos, baseada no direito internacional e no papel central da ONU. O texto ainda destacou a urgência de reconstrução pós-conflito e o combate às causas profundas das tensões na região.